Entender quais são os impostos para empresas no Brasil é essencial para qualquer empresário que deseja manter seu negócio regularizado e pagar menos tributos de forma legal. Em 2026, o sistema tributário brasileiro conta com mais de 10 tributos diferentes que podem incidir sobre uma empresa, entre impostos federais, estaduais e municipais. Neste guia completo e atualizado, explicamos cada um dos principais impostos para empresas, suas alíquotas e como funciona a tributação em cada regime.
Panorama dos impostos para empresas no Brasil em 2026
O sistema tributário brasileiro é conhecido pela complexidade. Uma empresa pode pagar dezenas de tributos diferentes, entre impostos, contribuições e taxas. Mas os principais impostos para empresas são poucos, e entender cada um deles é o primeiro passo para um planejamento tributário eficiente que pode economizar milhares de reais.
Os tributos se dividem em três esferas: federal (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, INSS), estadual (ICMS) e municipal (ISS). No Simples Nacional, todos esses impostos para empresas são unificados em uma guia única chamada DAS. Nos demais regimes (Lucro Presumido e Lucro Real), cada tributo tem sua própria guia e prazo de recolhimento.
A carga tributária total varia conforme o regime tributário, a atividade econômica e o faturamento. Em média, empresas brasileiras destinam entre 25% e 40% do faturamento para tributos — mas com um bom planejamento tributário, é possível reduzir significativamente essa carga de impostos para empresas.
Impostos para empresas na esfera federal: IRPJ, CSLL, PIS e COFINS
O IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) é um dos principais impostos para empresas e incide sobre o lucro. A alíquota é de 15%, com adicional de 10% sobre o lucro que exceder R$ 60 mil por trimestre. No Lucro Presumido, a base de cálculo é um percentual presumido do faturamento: 8% para comércio e 32% para serviços.
A CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) tem alíquota de 9% e segue lógica semelhante ao IRPJ, sendo calculada com base no lucro presumido ou real da empresa.
O PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) são impostos para empresas que incidem sobre o faturamento. No regime cumulativo (Lucro Presumido): PIS 0,65% e COFINS 3%. No regime não-cumulativo (Lucro Real): PIS 1,65% e COFINS 7,6%, com direito a créditos sobre custos e despesas. No Simples Nacional, todos esses tributos federais estão incluídos no DAS.
ICMS: o imposto estadual entre os impostos para empresas
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é o principal imposto estadual e um dos mais relevantes impostos para empresas que trabalham com comércio e indústria. Incide sobre venda de produtos, transporte interestadual e serviços de comunicação.
A alíquota interna em São Paulo é de 18% para a maioria dos produtos, com alíquotas reduzidas para alguns itens como alimentação básica e medicamentos. Nas operações interestaduais, as alíquotas variam: 7% para estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ou 12% para estados do Sul e Sudeste.
O ICMS é um imposto não-cumulativo: o imposto pago na compra gera crédito que é abatido do imposto na venda. Para empresas do Simples Nacional com faturamento até R$ 3,6 milhões, o ICMS está incluído no DAS. Acima desse sublimite, passa a ser recolhido separadamente conforme as regras da Receita Federal.
ISS: o imposto municipal nos impostos para empresas de serviços
O ISS (Imposto Sobre Serviços) é cobrado pelos municípios sobre a prestação de serviços e é um dos impostos para empresas mais importantes no setor de serviços. As alíquotas variam de 2% a 5%, dependendo do tipo de serviço e da legislação de cada cidade (LC 116/2003).
Em Campinas, as alíquotas mais comuns são: 2% para serviços de informática e tecnologia, 3% para serviços de saúde e educação, e 5% para a maioria dos demais serviços. O ISS é devido no município onde o serviço é prestado (regra geral), com exceções para serviços específicos que seguem a regra do estabelecimento prestador.
Para empresas do Simples Nacional, o ISS está incluído no DAS até o sublimite de R$ 3,6 milhões de faturamento. Nos demais regimes, o recolhimento dos impostos para empresas é feito diretamente à prefeitura, geralmente até o dia 10 ou 15 do mês seguinte.
INSS patronal e encargos trabalhistas: impostos para empresas com funcionários
Além dos impostos sobre faturamento e lucro, existem impostos para empresas que incidem sobre a folha de pagamento. O INSS patronal tem alíquota de 20% sobre a folha de pagamento e sobre o pró-labore dos sócios. No Simples Nacional (maioria dos Anexos), essa contribuição está incluída no DAS.
O FGTS corresponde a 8% sobre o salário de cada funcionário, depositado mensalmente na conta do trabalhador na Caixa Econômica Federal. O RAT/SAT é a contribuição para o seguro de acidentes de trabalho, variando de 1% a 3% sobre a folha conforme o risco da atividade. As contribuições ao Sistema S (SESI, SENAI, SEBRAE) também incidem sobre a folha.
No total, os encargos trabalhistas podem representar de 30% a 45% do salário do funcionário para a empresa no regime normal. No Simples Nacional, esse custo é significativamente menor, pois a CPP (Contribuição Patronal Previdenciária) está embutida no DAS — mais um motivo para avaliar corretamente os impostos para empresas em cada regime.
Reforma Tributária 2026: como muda os impostos para empresas
A Reforma Tributária (EC 132/2023) vai transformar os impostos para empresas nos próximos anos. O PIS, COFINS e IPI serão substituídos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) na esfera federal, enquanto o ICMS e o ISS darão lugar ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) na esfera estadual e municipal.
A transição começa em 2026 com alíquotas-teste e vai até 2033 para a implementação completa. Empresas do Simples Nacional poderão continuar no regime simplificado, mas precisarão se adaptar às novas regras de créditos tributários. Acompanhar essas mudanças com um contador especializado é essencial para otimizar os impostos para empresas durante a transição.
Perguntas Frequentes sobre Impostos para Empresas
Qual o imposto mais pesado para empresas no Brasil?
Depende da atividade e do regime tributário. Para empresas de serviços, os maiores impostos para empresas são IRPJ, CSLL e ISS. Para comércio, o ICMS geralmente representa a maior fatia. O INSS patronal (20%) também é significativo para empresas fora do Simples Nacional.
Empresa do Simples Nacional paga quais impostos?
No Simples Nacional, todos os principais impostos para empresas (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS, ISS, CPP e IPI quando aplicável) são pagos em guia única chamada DAS. A alíquota varia de 4% a 33% conforme faturamento e atividade econômica.
Como reduzir impostos para empresas de forma legal?
As formas mais eficientes de reduzir impostos para empresas são: escolher o regime tributário correto (Simples, Presumido ou Real), planejar a composição entre pró-labore e distribuição de lucros, aproveitar incentivos fiscais do setor e manter a contabilidade regular e atualizada.
O que muda nos impostos para empresas com a Reforma Tributária?
A Reforma Tributária (EC 132/2023) substituirá 5 tributos (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS) por 2 novos impostos para empresas: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal). A transição começa em 2026 e vai até 2033, com alíquota estimada em torno de 26,5%.
Quanto uma empresa paga de impostos por mês em média?
A carga tributária média para empresas brasileiras varia entre 25% e 40% do faturamento, dependendo do regime tributário e da atividade. No Simples Nacional, pode ser entre 4% e 19%. No Lucro Presumido, entre 11% e 17% para serviços. Um planejamento tributário adequado pode reduzir esses impostos para empresas significativamente.
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